A Quinta é localizada na povoação do Vimeiro, local de uma das mais famosas batalhas das Guerras Napoleónicas – a Batalha do Vimeiro. Ao cimo da propriedade e já dentro da povoação encontra-se um monumento alegórico a esse importante marco da história de Portugal e até da história de França e Inglaterra.

Os concelhos que circundam a Quinta, a começar pelo próprio concelho de Torres Vedras onde está inserida, possuem inúmeros Monumentos, castelos e Património cujas origens remontam à Antiguidade e se esfumam perdidos no tempo.

Pela sua importância, repercussões sociais, culturais e económicas destaca-se o complexo sistema defensivo das Linhas de Torres Vedras, que permitiu vencer as tropas Napoleónicas quando das suas Invasões. Aliás foi nas praias vizinhas (Porto Novo, foz do rio Alcabrichel) que desembarcaram os navios ingleses que reforçaram e ajudaram as tropas portuguesas nessas batalhas.

Os Romanos elegeram os vales férteis de Torres Vedras para aí se instalarem em numerosas casas de campo e cultivar a vinha. No entanto  a criação do concelho advém do reinado do 1º Rei de Portugal, D. Afonso Henriques após a Reconquista Cristã. Foi nesta cidade que o Rei D. João II se reuniu em 1413 com o seu Conselho para deliberar a conquista da cidade de Ceuta aos Mouros.

Os concelhos limítrofes e vizinhos de, Lourinhã, Peniche, Bombarral, Cadaval, Óbidos, Caldas da Rainha, Rio Maior, Sobral de Monte Agraço e Arruda dos Vinhos e até Sintra, são ricos em Património Gastronómico, Monumental, Cultural, Histórico, Arquitectónico Militar. Estações arqueológicas, castros proto-históricos, ou povoados romanos convivem com castelos árabes, igrejas e mosteiros medievais, fortalezas quinhentistas, palácios e solares dos séculos XVII e XVIII.

Destacam-se entre esse valioso património, na Lourinhã a igreja Matriz, templo gótico do séc. XIV e a igreja da Misericórdia com o seu portal manuelino, os valiosos achados do período Jurássico, as arribas na área do forte de Palmogo, zona de nidificação com elevado número de ovos e cascas de ovos fósseis de dinossauro impregnadas de vestígios do Jurássico Superior.

A vila medieval de Óbidos é um dos tesouros  turísticos de Portugal que não dispensam uma demorada e agradável visita. O Castelo de Óbidos deverá ter origem romana, mas foi no domínio árabe que granjeou o estatuto de fortificação. A Lagoa de Óbidos (ideal para a prática de desportos náuticos) e a cidade romana de “ Eburobrittium e um oratório dedicado à padroeira N.S. da Graça são também visitas a não perder.

Peniche perde-se na noite dos tempos, sabendo-se ter sido em tempos remotos uma ilha, sem a língua de areia que a liga ao Continente, para aí fugindo à retaliação das hostes de Júlio César, um punhado de valentes Lusitanos que ai resistiram e aproveitando o escarposo  e inacessível recorte da costa fundaram a povoação.

Aqui a não perder uma visita à Fortaleza que no século passado serviu de famosa prisão para presos políticos bem como as várias igrejas e o artesanato e rendas verdadeiros ex-libris da cidade. Belíssimas praias apropriadas para os desportos náuticos e o surf assim como uma visita à única reserva natural marítima: ilha da Berlenga.

Em todos os concelhos da Região se pode apreciar os Estilos Manuelinos, Renascentista e Barroco, representados nomeadamente no património religioso em igrejas e no património civil em construções como os Palácios da Pena em Sintra e dos Gorjões no Bombarral, o Fontanário de Arruda dos Vinhos, o Aqueduto das Águas Livres de Óbidos, os Faróis do Cabo de Carvoeiro e Duque de Bragança, na Berlenga, o Chafariz dos Canos em Torres Vedras, o Fontanário das Cinco Bicas, o Paço Real e o Hospital Termal das Caldas da Rainha.

A ocupação árabe de Região está bem comprovada por numerosas edificações de que são excelentes exemplos os Castelos de Alenquer, Torres Vedras e Óbidos. Os Conventos da Graça em Torres Vedras, de S. Francisco em Alenquer e St. António no Varatojo onde ainda hoje permanece uma comunidade Franciscana e considerável numero de igrejas e outras edificações (Paço Real da Serra d’El Rei, Touril de Atouguia da Baleia e o Centro Histórico de Óbidos) demonstram a riqueza da região na época Medieval.

Esta Região possui também um valioso património de azulejaria e pintura, em grande parte oriundo dos séculos XVII e XVIII que decoram muitas igrejas e edifícios. Na área da pintura existe uma significativa oferta artística com destaque para Josefa de Óbidos, pintora seiscentista cujas obras podem ser apreciadas na Igreja de Sta Maria de Óbidos e na Misericórdia de Peniche. Podem ver-se maravilhosos painéis da Escola de Gregório Lopes e o painel representativo de S. João de Pátmos, obra do Mestre da Lourinha existente na igreja da Misericórdia da Vila.